domingo, 9 de dezembro de 2007

ANÁLISE DOS SENADORES EM 2007

Acompanhando a TV Senado no ano de 2007, podemos analisar na forma de pronunciamentos, de combatividade de presença na tribuna e nas comissões a atuação dos senadores de cada Estado da Federação. Embora a produtividade tenha sido pouca, as atitudes balizam pelo menos as intenções de cada senador. Para facilitar, o trabalho vai dividido em quatro partes distintas que tem a avaliação pessoal do Dono do Blog Pitacos e Política.

OS QUE SÃO FORMADORES DE OPINIÃO . TEM VISIBILIDADE NACIONAL .

ARTHUR VIRGÍLIO (PSDB) AMAZONAS – Talvez o homem público de maior influência hoje no Congresso Nacional. Seu tirocínio, sua forma de abordagem das matérias sua relação com os outros senadores lhe dá um lugar diferenciado no Congresso Nacional. A análise não pode deixar de contemplar o fato de às vezes usar um tom mordaz e até ferino com outros senadores. Parece que se irrita com algumas decisões e é quase deselegante em algumas ocasiões. Tribuno de escol e formador de opinião inconteste.
CRISTOVAM BUARQUE (PDT) DISTRITO FEDERAL – A marca da educação no Senado. Forma opinião qualitativa e quando precisa dá o seu recado na tribuna.
DEMÓSTENES TORRES (DEM) GOIÂNIA – Procura sempre pautar seus pronunciamentos pelo estrito cumprimento da Lei. Com posições que podem ser confundidas como de extrema direita. Tem carisma pessoal.
EDUARDO SUPLICY (PT) SÃO PAULO – É formador de opinião qualitativa dos mais importantes. É péssimo na tribuna, mas cumpre seu mandato com coerência e retidão. Fica no Senado o tempo que quiser.
INÁCIO ARRUDA (PCdoB) CEARÁ – Tribuno que sabe à hora de levantar os grandes temas da nação, é formador de opinião e destaca-se na defesa do país.
JARBAS VASCONCELOS (PSDB) PERNAMBUCO - Formador de opinião qualitativa, um dos EMEDEBISTAS históricos, é tribuno da melhor qualidade, é ferino e vai com facilidade ao cerne dos grandes problemas nacionais. Um Senador que tem a dimensão do que é o Senado Federal.
JEFFERSON PERES (PDT) AMAZONAS – um dos decanos do Senado Federal. Firme, de posições marcantes, sempre vigilante e atento aos grandes problemas nacionais. Embora não seja um grande tribuno é um formador de opinião junto a seus pares.
JOSÉ AGRIPINO MAIA (DEM) – RIO GRANDE DO NORTE – Líder de escol e tribuno dos mais argutos é debatedor implacável e busca sempre análises que tocam o ponto central do tema em debate. É formador de opinião qualitativa.
JOSÉ SARNEY (PMDB) AMAPÁ – Um dos cardeais do senado, embora esteja quase sempre ausente do plenário e das comissões. Eminência parda. No episódio Renan Calheiros mostrou seu poder de fazer valer a influência que tem.
MARCO MACIEL (DEM) PERNAMBUCO – Formador de opinião qualitativa tem em sua múltipla experiência na vida pública um conhecimento ampliados de todos os meandros da política nacional. É um dos senadores mais atuantes embora não seja um grande tribuno.
PAULO PAIM (PT) RIO GRANDE DO SUL – Líder sindical de larga experiência legislativa traz para o Senado Federal a forma firme de expor seus pontos de vista e de negociar suas posições. Embora seja do PT tem brilho próprio e liderança independente.
PEDRO SIMON (PMDB) RIO GRANDE DO SUL – O decano do Senado. São mais de 25 anos de lutas, de posições firmes, de atitudes serenas e coerentes. É formador de opinião qualitativa e um tribuno de rara eficiência e competência. Seus pronunciamentos são pautados de forma a abranger o país como Nação.
RENAN CALHEIROS (PMDB) ALAGOAS – Até pouco tempo, o presidente da casa. Político de larga experiência deixou-se iludir pela auto-suficiência e agora perde espaço. Embora não seja um grande tribuno era, antes de todas as denuncias um formador de opinião junto a seus pares, agora que se salvou da degola, mostra sua influência e torna-se perigoso para o governo.
RENATO CASAGRANDE (PSB) ESPÍRITO SANTO – Embora faça parte da base do governo, é importante considerar que ele é a maior revelação do Senado de 2007. Conseguiu seu espaço entre os grandes. Forma opinião e tem tudo para ser um grande líder político.
SÉRGIO GUERRA (PSDB) PERNAMBUCO – Formador de opinião qualitativa, tribuno sagaz, raciocínio rápido. Tem a estatura de um político Nacional.
TASSO JEREISSATI (PSDB) CEARÁ– Um cacique do PSBD. É mais formador de opinião do que tribuno. Tem luz própria e destaque inconteste.
TIÃO VIANA (PT) ACRE – Sua função de vice-presidente da casa lhe dá visibilidade permanente, além disso, tem na forma gentil e educada de tratar seus companheiros um diferencial em sua atuação na casa. Embora não seja um grande tribuno é um formador de opinião junto a seus pares.

OS QUE ESTÃO EM BUSCA DESSE PATAMAR - OS ESFORÇADOS


ÁLVARO DIAS (PSDB) PARANÁ – Um dos líderes da oposição. Senador combativo, formador de opinião qualitativa e tribuno vibrante. Na minha avaliação, falta apenas o viés de “abrangência Brasil” . É mais marcante como senador do Paraná.
EDUARDO AZEREDO (PSDB) MINAS GERAIS – Um dos caciques do PSDB, não é tribuno, mas é formador de opinião tem aparecido pouco no cenário nacional, porque foi denunciado pelo Procurador Geral da República como integrante de um esquema com Marcos, Valério em Minas Gerais quando de sua última reeleição para o governo de Minas.
EFRAIM MORAES (DEM) - PARAÍBA – É o mais atuante senador da Paraíba. Parlamentar experiente é formador de opinião e quando sobe a tribuna dá o seu recado com competência.
GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB) – RIO GRANDE DO NORTE – Um dos grandes do Senado. Articulador hábil, formador de opinião, tribuno valente, mas não vai chegar ao primeiro time.
GERALDO MESQUITA JR. (PMDB) ACRE - – Participa com regularidade e, embora não tenha o destaque das estrelas do Senado, sempre procura estar sintonizado com as decisões da casa . Tem a seu favor o fato de ser um dos históricos do PMDB. Não é um grande tribuno, mas é um formador de opinião junto aos seus pares.
GERSON CAMATA (PMDB) ESPÍRITO SANTO – Um autêntico que vem perdendo seu brilho. Parece cansado dos embates, mas forma opinião e quando precisa dá o seu recado na tribuna. Sua estrela já brilhou com mais intensidade.
IDELI SALVATTI (PT) SANTA CATARINA – Líder do bloco do Governo tem um discurso duro, combativo e firme. Formadora de opinião qualitativa, só não se destacou mais nesse ano, porque às vezes ficava na “saia justa” ao defender algumas posições inconsistentes. Tem visibilidade nacional e vai chegar ao topo. Tem carisma.
KÁTIA ABREU (DEM ) TOCANTINS - Oposicionista e direitista histórica, ligada a UDR tem um discurso duro, combativo e firme. Formadora de opinião qualitativa, só não se destacou mais nesse ano, porque às vezes ficava na “saia justa” ao defender algumas posições inconsistentes. Tem visibilidade nacional e vai chegar ao topo. Tem carisma.
MARCONE PERILLO (PSDB) GOIÂNIA – Ex-Governador de Goiás e em seu primeiro mandato no Senado, procura seu espaço. Em minha opinião pessoal, suas intervenções carecem de credibilidade. Tribuno eficiente.
MARIO COUTO (PSDB) PARÁ – Esse, em seu primeiro mandato, traz a afirmação de liderança que caminha para o nível nacional. Combativo, extremamente direto em suas intervenções, vem se mostrando um formador de opinião . Senador que embora em 1º mandato, tem na sua atuação a dimensão nacional da casa que compõe.
PATRICIA SABOYA (PSB) CEARÁ – Tem liderança latente, participa com efetividade das comissões e não tem destaque em plenário.
ROMERO JÚCA (PMDB) RORAIMA - Líder que busca uma expressão nacional atrapalha-se por ser líder do governo e às vezes defende o indefensável. Não é um grande tribuno e, embora possa ser líder no seu Estado, tem muitas arestas a aparar para chegar a ser um dos maiores.
ROSEANA SARNEY (PMDB) MARANHÃO – Aprendeu tudo com o pai, o senador José Sarney, é o que se pode chamar de RAPOSA FELPUDA. Dificilmente vem à tribuna e só trabalha nos bastidores.
VALDIR RAUPP (PMDB) RONDÔNIA - Líder que busca uma expressão nacional atrapalha-se por ser da ala governista do PMDB e às vezes mete os pés pelas mãos. Não é um grande tribuno e, embora possa ser líder no seu Estado, tem muitas arestas a aparar para chegar a ser um dos maiores.

OS SENADORES QUE SÃO SÓ DEPUTADOS FEDERAIS - OS MENOS VOTADOS
ALMEIDA LIMA (PMDB) SERGIPE – É líder no seu Estado. Não tem a amplitude nacional. Buscou visibilidade defendendo o senador Renan Calheiros e atraiu a antipatia do grande público.
ALOÍZIO MARCADANTE (PT) SÃO PAULO – Como Senador é um grande Deputado federal. Não tem abrangência Nacional e é dúbio em suas posições.
ANTONIO CARLOS JÚNIOR (DEM) BAHIA – Suplente do ícone ACM, tem pouco tempo de senado e é discreto e aos poucos vai se soltando.
CESAR BORGES (DEM) BAHIA – Hoje, o senador que se destaca por seu Estado embora tenha ficado meio perdido com a falta da liderança de ACM.
DELCIDIO AMARAL (PT) MATO GROSSSO DO SUL – Teve seu momento de boa visibilidade na CPI que presidiu em 2005. Perdeu a eleição em seu Estado e teve nesse ano uma atuação discreta e muito abaixo da expectativa.
EDISON LOBÃO (DEM) MARANHÃO – Político experiente que não tem, no plenário, muita relevância. É liderado de José Sarney.
EPITÁCIO CAFETEIRA (PTB) MARANHÃO - Político experiente que não tem, no plenário, muita relevância. É liderado de José Sarney. No passado, embora contestado, era mais combativo. Teve diversos problemas de saúde neste ano.
FLÁVIO ARNS (PT) PARANÁ – Sem grandes destaques positivos ou negativos. Não é um excelente tribuno e nem tem tipo de formador de opinião. É discreto e faz seu trabalho com competência.
GILVAN BORGES (PMDB) AMAPÁ – Governista que busca sempre obter emendas para o seu Estado. Cumpre seu papel sem grande destaque nacional.
HERÁCLITO FORTES (DEM) PIÁUI – Senador que tem visão de Brasil. Parlamentar experiente tem na cadeira do Senado Federal a tribuna maior para seus pronunciamentos. É formador de opinião, não chega a ser um destaque Nacional, mas é talvez a mais importante liderança do seu Estado.
MAGNO MALTA (PR) ESPÍRITO SANTO – Combativo. Tem suas bandeiras e luta por elas. Não tem o carisma de uma liderança política. É dúbio na forma de conduzir seu apoio ao governo.
MÃO SANTA (PMDB) PIAUÍ – Um senador com a marca do seu Estado. Tribuno de atuação razoável tem visibilidade nacional como Senador pelos seus pronunciamentos e pela forma vibrante com que fala sobre saúde.
MARISA SERRANO (PSDB) MATO GROSSSO DO SUL – Gosta da tribuna é participativa, mas os grandes problemas nacionais não passam pelo seu crivo. É uma líder regional.
OSMAR DIAS (PDT) PARANÁ – Senador combativo, formador de opinião qualitativa não é grande tribuno. Na minha avaliação, falta apenas o viés de “abrangência Brasil” . É mais marcante como senador do Paraná.
PAPALÉO PAES (PSDB) AMAPÁ – É um dos suplentes da mesa diretora e, no senado, não é tribuno e nem formador de opinião.
ROMEU TUMA (DEM) SÃO PAULO – Seu viés governista às vezes atrapalha suas ações mais representativas. É especialista em segurança e pode contribuir mais com o Senado.
SIBÁ MACHADO (PT) ACRE – Como defensor do governo, passa a impressão de ser um “Maria vai com as outras” . Não tem luz própria.
WALTER PEREIRA (PMDB) MATO GROSSSO DO SUL - Suplente do Senador Ramez Tebet passa firmeza nas suas atitudes e pronunciamentos. Como integrante do PMDB já criou alguns problemas para o líder de seu partido por não ser inteiramente alinhado. Bom de tribuna, lhe falta à abrangência de líder nacional.
WELLINGTON SALGADO (PMDB) MINAS GERAIS– Uma figura, é muitas vezes motivo de chiste. Tem opiniões que defendem basicamente a Universidade de sua propriedade. Defensor ferrenho do governo demonstra de forma nítida que defende o seu lado.

OS QUE NÃO PODERIAM SER NEM VEREADORES - OS BOBOS DA CORTE, OS QUE DIZEM AMÉM


ADELMIR SANTANA (DEM) DISTRITO FEDERAL – Participa com discrição dos trabalhos do Senado Federal.
ANTÔNIO CARLOS VALADARES (PSB) SERGIPE – É líder no seu Estado. Não tem a amplitude nacional.
AUGOSTO BOTELHO (PT) RORAIMA - Sem expressão, sem visibilidade.
CÍCERO LUCENA (PSBD) PARAÍBA – É um dos próceres do PSBD. Sua influência não é abrangente no patamar de Federação.
ELISEU RESENDE (DEM) MINAS GERAIS – Já exerceu diversos cargos públicos relevantes. Como senador não diz ao que veio.
EUCLYDES MELLO (PTB) ALAGOAS – Não disse ao que veio, se é que veio é suplente de FERNANDO COLLOR que demonstrando o pouco respeito que tem pelas instituições democráticas, fez um pronunciamento e entrou de licença para fazer palestras pelo Brasil. Ao que se sabe, está em Miami.
EXPEDITO JÚNIOR (PR) RONDÔNIA - É líder no seu Estado. Não tem a amplitude nacional.
FÁTIMA CLEIDE (PT) RONDONIA – Sem expressão, sem visibilidade.
FLEXA RIBEIRO (PSDB) PARÁ– Falta ao senador a dimensão de compreender o que é o Senado da República. Se fosse vereador na sua cidade, talvez fosse mais produtivo.
FRANCISCO DORNELLES (PP) RIO DE JANEIRO – Tinha tudo para ser uma liderança, mas escolheu ser também um dos puxa-sacos de plantão como aliado do Governo. O Rio de Janeiro, ao ver a atuação de Dornelles, se arrepende de ter lhe dado o mandato. Um senador sem expressão nacional. Fosse vereador. Talvez rendesse mais.
GIM ARGELLO (PTB) DISTRITO FEDERAL – Com a renuncia de Joaquim Roriz assumiu o mandato sob intensa acusação de corrupção. Se trabalha é nos bastidores. Não tem nenhuma relevância como político nacional e não aparece na tribuna.
JOÃO DURVAL (PDT) BAHIA - Ilustre desconhecido tanto no plenário como nas comissões.
JOÃO PEDRO (PT) AMAZONAS – Aliado do governo procura não comprometer.
JOÃO RIBEIRO (PR) TOCANTINS - Sem expressão, sem visibilidade.
JOÃO TENÓRIO (PSDB) ALAGOAS – Não disse ao que veio, se é que veio.
JOÃO VICENTE CLAUDINO (PTB) PIAUÍ - Sem expressão, sem visibilidade.
JOSÉ MARANHÃO (PMDB) PARAÍBA – No senado, se influi, é nos bastidores. Na tribuna e como liderança nacional não paga placê.
JOSÉ NERY (PSOL) PARÁ – O fato de ser do PSOL não lhe confere maior credibilidade. Parece fantoche nas mãos da ex-senadora Heloísa Helena. Não é bom na tribuna e nem formador de opinião.
LEOMAR QUINTANILHA (PMDB) TOCANTINS - Sem expressão, sem visibilidade.
LÚCIA VÂNIA ( PSDB) GOIÂNIA – Nas seções plenárias tem desempenho sofrível.
MARCELO CRIVELLA (PRB) RIO DE JANEIRO – Um típico “Maria vai com as outras”. Direitista convicto e governista ocasional é um Senador que, a meu sentir, envergonha o Estado do Rio de Janeiro.
MARIA DO CARMO ALVES (DEM) SERGIPE - Sem expressão, sem visibilidade.
MOZARILDO CAVALCANTI (PTB) RORAIMA – É líder no seu Estado. Não tem a amplitude nacional.
NEUTO DE CONTO (PMDB) SANTA CATARINA – Sem expressão, sem visibilidade.
PAULO DUQUE (PMDB) – RIO DE JANEIRO – Suplente do Suplente. Não disse ao que veio. É só outro “Maria vai com as outras”. Nem sabe que é senador. Acha que é deputado, mas não é nada.
RAIMUNDO COLOMBO (DEM) SANTA CATARINA – Sem expressão, sem visibilidade.
ROSALBA CIARLINI (DEM) – RIO GRANDE DO NORTE – É líder no seu Estado. Não tem a amplitude nacional.
SÉRGIO ZAMBIASI (PTB) RIO GRANDE DO SUL – É líder no seu Estado. Não tem a amplitude nacional.

OS SENADORES DO RIO DE JANEIRO

Dornelles, Crivella e Paulo Duque. O Estado do Rio de Janeiro nunca esteve tão mal representado. Senadores sem visibilidade nacional e sem opinião própria.O Estado do Rio está alijado das grandes decisões nacionais.

MANCHETE DO JORNAL O DIÁRIO COMPROVA


Usando a tática de tentar confundir a opinião pública e de não assumir o que faz, o prefeito Alexandre Mocaiber negou que tivesse impetrado o habeas corpus. No entanto, no Tribunal de Justiça o documento está registrado com o número 2007.059.08131, que pode ser verificado por qualquer cidadão que acessar o site www.tj.rj.gov.br. O objetivo é de trancar, ou seja, atrapalhar o inquérito. MENTIRA TEM PERNAS CURTAS.

O PAÍS DAS FRAUDES

Concursos da Polícia Rodoviária Federal e da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção São Paulo que seriam realizados neste domingo foram adiados por suspeita de fraude. No da PRF, um homem foi preso vendendo gabarito pela bagatela de R$ 40 mil reais. Sabe-se, nos bastidores, que todos os concursos de alto nível são fraudados. Uma pergunta se põe : Porque a Polícia Federal não investiga a fundo essas fraudes ?

sábado, 8 de dezembro de 2007

A AVALIAÇÃO DOS SENADORES

SERÁ PUBLICADA DA SEGUINTE FORMA :

  • OS QUE SÃO FORMADORES DE OPINIÃO . TEM VISIBILIDADE NACIONAL .
  • OS QUE ESTÃO EM BUSCA DESSE PATAMAR - OS ESFORÇADOS
  • OS SENADORES QUE SÃO SÓ DEPUTADOS FEDERAIS - OS MENOS VOTADOS
  • OS QUE NÃO PODERIAM SER NEM VEREADORES - OS BOBOS DA CORTE

O RETRATO DA IRA



ESSA IMAGEM É EMBLEMÁTICA. CAPA DA FOLHA DA MANHÃ, EDIÇÃO DE HOJE, MOSTRA UM DEPUTADO FEDERAL, GERALDO PUDIM COM UMA EXPRESSÃO DE ÓDIO E O EX-GOVERNADOR GAROTINHO COM UMA EXPRESSÃO DE RÉU, DE COITADO. UMA MANIFESTAÇÃO PÍFIA QUE NEM DE LONGE ATINGIU SEUS OBJETIVOS.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

A CPMF

Continua a briga de foice no escuro, de um lado, o Presidente Lula chama os contrários de sonegadores e outras cositas mais e a oposição paga para ver quem tem mais garrafa vazia para encher. A verdade, é que circula nos bastidores do Ministério da Fazenda, que para aprovar a CPMF o governo já teria comprometido 40 bilhões de reais. Um ano de arrecadação pela prorrogação. O natal vai ser GORDO nas altas rodas da República. Depois querem respeito. O último a sair apague a luz.

Comentários sobre a política local

O TREM BALA - Informado com exclusividade por este Blog ainda não foi notícia a implantação do trem bala entre Niterói e Campos.
O ABRAÇO AO FORUM - O ex-Governador Anthony Garotinho quer abraçar o Fórum num protesto contra o não julgamento de um pedido de afastamento do prefeito Mocaiber. A forma de pressão carreia para o ex-governador apenas sentimento de antipatia, perante à população e inclusive perante ao Judiciário, que não vê com bons olhos tais manifestações. Qualquer do povo que pretendesse armar um movimento no Fórum contra o Judiciário seria de plano rechaçado. Vamos ver como tratam alguém que em algum momento nomeava desembargadores. ESTAMOS DE OLHO.
MOCAIBER NEGA HABEAS CORPUS - Corre, à boca pequena, que o prefeito Alexandre Mocaiber com receio dos desmandos que ocorrem em sua administração tenha requerido HABEAS CORPUS PREVENTIVO, junto ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Ele nega. Eu concordo com a negativa, com essa série de desmandos o HABEAS deveria ser requerido junto à Justiça Federal já que as investigações provavelmente correm por conta da Polícia Federal.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

NOTICIA DA HORA

O Deputado Estadual Domingos Brazão acaba de anunciar as primeiras tratativas no sentido de se aprovar a criação de uma linha de trem bala ligando Niterói a Campos e, naturalmente, passando pela região dos Lagos, Macaé, Rio das Ostras e Quissamã.
Segundo o Deputado, o tempo de viajem entre Campos e Niterói seria de aproximadamente 1 hora.
É esperar para conferir.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Política e história infantil

Os jornais de Campos destacam o início da refrega política que vem por aí no ano de 2008. Ficaremos restritos a uma polarização pouco republicana entre os que seguem o ex-Governador Garotinho e os partidários do Prefeito Mocaiber e do Deputado Arnaldo Vianna.
O Garotino é aquele que faz greve de fome e briga com todo o mundo e mais alguns e, o outro grupo, é aquele que tem no seu bornal a maioria dos vereadores e que é acusado de malversação de dinheiro público que está sob investigação.
ONDE ESTÁ A HISTÓRIA INFANTIL ? Desculpe, mas fica pra próxima, aqui não tem Chapeuzinho Vermelho, só tem lobo mau.

AO TIO ZECA UM PREITO DE SAUDADES


Hoje eu estive pensando, longo tempo, sem chorar e sem sofrer também, apesar de pensar em você. O meu sentimento mais perceptível era de agradecimento, de poder ter tido você como Tio.
Desde a mais tenra infância, suas lembranças foram ficando entranhadas na minha memória como marcas indeléveis.
A primeira lembrança, ainda talvez aos três anos, é de visitar semanalmente as Lojas Americanas e comprar um brinquedo, religiosamente, qualquer brinquedo, aquele que eu escolhesse. Logo depois, a recordação mais forte, é da Ilha do Governador onde o seu apartamento, com janelas amplas e vista para Avenida, também ficava quase em frente à Rua Haia, onde morei. Ficava sempre no seu apartamento e, uma das visitas que você mais recebia, pelo menos que eu me lembre do também saudoso Teófilo, que invariavelmente me levava à janela, me mostrava alguém que passava numa pinguela do morro e dizia com uma voz de espanto: -"Aquele é o Orozimbo, cuidado com ele . . . . . “ O Orozimbo foi o meu primeiro fantasma.
Depois, minhas lembranças me levam de volta a São Cristóvão, em algum instante, além das recordações das festas juninas de rua, dos nossos almoços de domingo, de duas coisas que você as vezes mostrava, mas não deixava as crianças chegarem perto : O revolver com cabo de madrepérola e o trem elétrico. Algumas recordações são específicas e me lembro perfeitamente de uma conversa que durante algum tempo dominou as preocupações da casa. Você, Papai e Alberto, queriam investir em postos de gasolina. . . . . Naquela época de carros beberrões de 6 e 8 cilindros, devia ser uma boa, e a preocupação ficava por conta dos constantes assaltos, inclusive com mortes, que esses estabelecimentos sofriam. Trabalhavam 24 horas e a segurança era precária. As tratativas estavam em curso, quando me lembro que numa noite, ou num início de madrugada, chegou pela espiral do telefone à notícia de que o Alberto tinha tido um enfarte e tinha falecido.
Outra recordação é da Leiteria, quantas TOTA TOLAS .
Mais uma marcante, foi o dia que o seu carro foi furtado na porta da casa em São Cristóvão. Você chamou papai pela manhã e, me recordo, ele chegava sempre por volta da meia-noite, disse que quando chegou seu carro estava no lugar. Sempre com a sua característica de demonstrar que não esquentava a cabeça, mas reclamando da injustiça de ter sido você, e do carro que era zero, saiu e foi reclamar na rua, com quem poderia saber de alguma coisa, o furto do carro. Prontamente o então manda chuva do local vaticinava “ – Calma Zequinha, nós vamos achar o seu carro” . E acharam, se ainda me lembro, numa rua do Catumbi.
Nossa cumplicidade era tanta, que eu me orgulho de além de seu sobrinho, ser seu compadre. Fique tranqüilo eu olho pelo Nando.
Uma lembrança quase triste aconteceu nos idos de 77, pouco antes ou pouco depois, você trabalhava como comprador de piaçava e viajava com freqüência para o interior da Bahia para comprar produto. Numa dessas aventuras, houve uma enchente e como naquela época até interurbano era difícil, você ficou um grande período sem mandar notícias, nós já morávamos em Campos e tenho viva a lembrança das conversas de papai temendo pelo pior. O legal, é que quando você apareceu foi uma FESTA.
Eu ia crescendo, e você sempre se revelava o Tio presente, participativo e sempre antenado com a juventude.
Quantas festas juninas naquela época de MOBRAL, quantas saídas, quantas noitadas, quantas aulas censuradas e inconfessáveis, que saudades....... . . . . .
Importante lembrar, você foi o primeiro AUTODIDATA que eu conheci, lia vorazmente, sobre o que lhe caía na mão e ensinou a todos nós um hábito extremamente salutar, ler o JORNAL DO BRASIL. Quando o jornal mudou de layout, você não gostou muito, mesmo porque a linha editorial já não era a mesma e foi abandonando aos poucos.
Vovó Maria, Tia Tina . . . . As pessoas foram passando e vida ficando mais atribulada, e, embora às vezes os contatos ficassem raros, sempre eram carinhosos e os reencontros extremamente felizes.
Papai e você eram os homens que, independente de lugar, onde eu os encontrasse, beijava-os incondicionalmente.
Até a última vez, em agosto, que você desceu comigo para me mostrar onde era um banco e foi buscar uns exames, encontrar você sempre foi uma festa.
Agora, você é saudade.
Para finalizar, como às vezes você tinha reservas quanto a ir à igreja, numa dessas ocasiões em que isso era inevitável, acho que foi a 1ª Comunhão do Zé Guilherme, você para deixar a vovó brava, disse que iria se confessar e que era muito simples, entraria no confessionário e diria ao padre: - “Padre, eu pequei contra os 10 mandamentos e mais as entrelinhas”
O poeta Mario Quintana, em uma passagem do poema VIDA, nos dá a dimensão exata do pouco tempo que dispomos:
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê, passaram-se 50 anos!
Dogmas sempre foram coisas complicadas, mas agora, nesse instante, eu acredito que todos aqueles que nos são caros, estão te recebendo em festa e cheios de papo para colocar em dia. DESCANSE EM PAZ. OLHE POR NÓS, NOS PROTEJA E NOS GUARDE.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

QUEBREI A CARA




Com 29 votos pela cassação, 48 pela absolvição e três abstenções, Renan foi, novamente, inocentado pelos colegas em votação secreta. Eles julgaram improcedente a denúncia na qual Renan é acusado de quebrar o decoro por conta da suposta sociedade por meio de "laranjas" (terceiros) em duas emissoras de rádio e em um jornal no Estado de Alagoas. A verdade, é que depois de todos os discursos, -se que o Senado é formado por uma bando de mentirosos e, que dos 48 votos pela absolvição e 3 abstenções, muita gente vai passar um natal gordo às custas da viúva.
Agora, resta saber se haverá uma crise no Senado ou se a poeira irá se assentar. Caminhamos outra vez para buscar a verdade na máxima de Stanislau Ponte Preta. - " OU NOS LOCUPLETAMOS TODOS, OU RESTAURE-SE A MORALIDADE."0

SENADINHO IMORAL, menor E DESCOMPROMISSADO COM O POVO, É O NOSSO.
LEMBREM-SE QUE O SENADOR JEFERSON PERES PERGUNTOU, POR QUEM OS SINOS DOBRAM ?

PROCESSO DE RENAN CALHEIROS

O ex-presidente do Senado Federal, renunciou hoje, o Senador Renan Calheiros, ao contrário do que dizem os analistas que preconizam acordos para salvá-lo, deve perder o mandato daqui a mais algumas horas.
A absolvição, gerará um clima de insustentabilidade política no Senado que, além de ter dificuldades em eleger seu novo presidente, não conseguirá votar a CPMF. PODE SER QUE EU ME ENGANE, ACHO QUE RENAN PERDE O MANDATO.

NOTA DE FALECIMENTO

FALECEU EM 03/12/2007 - José de Souza Pinto na cidade do Rio de Janeiro. Para quem conhecia, era o Tio Zeca. Em mais de 80 anos, deixou-nos lições que sempre nos inspiram e confortam. Minha relação com ele era mais do que uma relação de sobrinho e tio, tinha algo especial e disso, falarei em outra ocasião.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Opinião do Blog

Sem nenhuma paixão política é fácil imaginar o estado de coisas que se colocam hoje na administração municipal de Campos. Um prefeito com apoio de quase todos os vereadores e partidos e se contrapõe ao grupo do ex-Governador Garotinho que apesar de alguns berros (bom cabrito não berra) se faz de morto. Olho aberto !! Garotinho é uma RAPOSA FELPUDA e está preparando alguma coisa. O troco é certo sejam quais forem as consequências.
E OS CONVÊNIOS DA PREFEITURA - Até agora o convenio que existia com a OAB ainda não foi explicado. Vou começar a pesquisar para saber se os convênios publicados no D.O. trazem com clareza os valores, objeto, quem recebe e quem é o responsável pela entidade ou empresa recebedora.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Em breve - Você não vai perder

Acompanhando a TV Senado no ano de 2007, podemos analisar na forma de pronunciamentos, de combatividade de presença na tribuna e nas comissões a atuação dos senadores de cada Estado da Federação. Embora a produtividade tenha sido pouca, as atitudes balizam pelo menos as intenções de cada senador.

CENTENÁRIO (RAPHAEL SANTANA) - ESSA HOMENAGEM AO MEU AVÔ É INDISPENSÁVEL

Quando leio nos jornais os anúncios de centenário de nascimento de pessoas, as mais diversas, pensava com os "meus botões" : como seria bom poder celebrar tal ,data. Não" pensava'" por mim, mas por meus pais. Minha mãe, ainda faltam uns quatro anos, mas meu pai JOSÉ DO CARMO SANT’ANNA o ‘JOÃO SANTANA DA LEOPOLDINA” vai ser breve. Filhos, noras, genros, netos e bisnetos reunidos no dia 16/07/2004, tudo fazendo para reviver os momentos vividos com um ser humano imenso no amor, na amizade, no companheirismo, na dedicação" em tudo, de bom que pode um ser como ele, viver e transmitir.

Papai não, nasceu aqui. Ele veio, ainda criança, lá de VARRE E SAl, distrito, de Natividade de Carangola, onde nasceu. A família se instalou numa localidade pequena, perto de Burarama. Eram agricultores e desmatadores. As toras de madeira que tiravam para formar a lavoura eram transportadas por carro de boi. Fui com ele conhecer o lugar quando tinha meus doze. Havia ainda restos da casa onde eles. Naquela parte da estrada que leva a Burarama, onde existe um despenhadeiro que acaba no rio, ele me falou que jogavam as toras e que elas eram levadas pela correnteza até Pacotuba, onde ficava uma serraria que beneficiava a madeira e de onde ela era levada para as cidades, passando primeiro por Cachoeiro.

Ele me falou, num misto de saudades, que naquele tempo ele tangia os bois, auxiliado pelo seu irmão, ainda um pedaço de gente, um garotinho, Tio Lázaro, que vem a ser pai de Luiz Carlos e Luiz Sérgio. Lembro-me até hoje, a emoção estava possuindo meu pai enquanto me contava. Perguntei o que ele estava sentindo e me disse que se lembrara de uma pessoa que conheceu e que caiu no rio junto com uma tora e que demorou a ter o corpo encontrado. Dá para imaginar as dificuldades que as crianças encontravam para trabalhar e era comum a todas elas.

Tempos depois de já viver ali na Basiléia, papai foi trabalhar na Leopoldina. Lembro-me dele trabalhando no Control, que ficava na parte de cima da estação e que controlava tudo em matéria de tráfego num determinado trecho da linha férrea. Logo depois que apareceu a "semana inglesa", ou seja, o expediente terminava ao meio dia de sába­do, papai foi trabalhar como Fiscal de Trens. Ele ficou muito mais conhecido e aumentou o seu círculo de amizades. Trabalhou, mais de quarenta anos e quando se aposentou sentiu um vazio muito grande. Começou a viajar muito, mas preferencialmente, pela Leopoldina. Não tinha semana, daí em diante, que ele não estava num trem, talvez para matar saudades. Imagino, até, que ele se mudou para Campos para poder ter motivo de ir e vir a Cachoeiro.

Papai foi meu grande líder. Sempre me disse para que eu nunca deixasse de estudar. Nunca me impôs limites, mas nunca eu os ultrapassei. Jogar futebol, servir o Exército, ser profissional de futebol e estudar Odontologia em Vitória, ele sempre me protegeu para que fosse o que eu quisesse. Só me pediu uma coisa: "SEJA SEMPRE HONESTO, NADA NA VIDA VALE MAIS DO QUE ISSO". Para demonstrar que ele queria que eu fosse, "eu mesmo", ele era Maçom, mas nunca me disse qualquer coisa, para que eu seguisse os seus passos.Não sei o por que? Minha admiração por ele é total. Foi um amigo, mais que um pai.

Eu tento ser para meus filhos, um pouco do pai que. tive. Para os meus netos, eu quero ser também, um pouquinho só, do avô excelente que ele foi para os seus netos.

Papai era fluminense (até no futebol) por nascimento e Cachoeirense de coração, sem ter recebido qualquer título. Muitos que do conheceram pensam que ele nasceu aqui.

16 de julho de 2004 é a data em que faz cem anos que um JOSÉ DO CARMO SANTANA, nasceu. Deus lhe concedeu o descanso eterno! '

NOVE ANOS DEPOIS DE SEU FALECIMENTO, UMA JUSTA HOMENAGEM

ABEL SANTANA
Abel Santana nasceu em Pacotuba, distrito de Cachoeiro, em 24 de agosto de 1916 e faleceu, aos 82 anos, em 04 de novembro de 1998. Casado com D. Dalva Melo Santana, era filho de José Antonio Santana e de D. Maria Dolores Santana. Filho de pais vindos das Ilhas Canárias, Abel Santana perdeu o pai aos 8 anos de idade. Foi tirador de leite, que vendia em garrafas fechadas com rolhas de sabugo de milho. Depois, ferroviário por 18 anos. Deixando a Leopoldina voltou à roça, de onde foi tirado pelo Dr. Dulcino Monteiro de Castro, ex-prefeito, para ser vereador e Prefeito Municipal de Cachoeiro, inscrevendo seu nome entre os grandes políticos de nossa terra.

Já agricultor e proprietário de terrenos urbanos, foi vereador em Cachoeiro de 1959 a 1962, e presidente da Câmara nos dois primeiros anos. Prefeito municipal de Cachoeiro, no período de 1963 a 1967. Durante seu mandato que a cidade teve as duas primeiras escolas superiores: de Filosofia, à frente as irmãs de caridade; e de Direito, então autarquia municipal, sendo a vontade de Abel Santana fundamental para sua criação. No seu governo criou-se o SAAE (Serviço Autônomo de Água e Esgoto) e foram construídas escolas importantes (como o Ináh Werneck e o Anísio Ramos). Fundou o jornal “O Momento”. Também foi no seu governo que Cachoeiro ganhou seu hino oficial, o “Meu Pequeno Cachoeiro”, de Raul Sampaio (Lei Municipal nº 1.072, de 28 de julho de 1966). A atividade de Abel Santana em favor da educação, mesmo não tendo ele próprio grande escolaridade, é demonstração de que os políticos não precisam ter diplomas para governar; se tiverem respeito pela coisa pública e vergonha na cara, a ausência de diplomas, se não ajudar, não atrapalha em nada.

Em 1998, quando de seu falecimento, escrevi na “Folha do Espírito Santo”: “Para nós da classe média, o maior feito de Abel é a Faculdade de Direito, que ele diz ter criado para permitir que outros pudessem freqüentar um curso superior - “já que não pude estudar, pelo menos dei essa chance para outras pessoas”. Seu nome, e ele tinha muito orgulho disso, foi dado ao Diretório Acadêmico da Faculdade. Para as classes menos favorecidas sua grande obra, além da administração que fez voltada para eles, foi meter a mão no seu próprio patrimônio e distribuir quase tudo que tinha - hectares e mais hectares de terrenos urbanos - para que se construíssem casas onde moram hoje aproximadamente 10.000 famílias, no Zumbi e em áreas adjacentes. É belíssima a história dessas doações, das vendas a mísero preço, dos perdões das prestações a perder de vista”. Desnecessário dizer que mantenho íntegras essas palavras de quase um decêndio sobre Abel Santana. Ao contrário de outros políticos, felizmente não todos, a biografia de Abel só melhora com o decorrer dos anos.

Higner Mansur é advogado e estudioso da história cachoeirense

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Outros pitacos

- Os valores de royalts de petróleo recebidos por Campos são prêmios e mais prêmios da mega-sena por ano.

- É hora da Prefeitura prestar contas de forma cirsunstanciada dos gastos desses valores.

- Preocupa a notícia de que o PT e PMDB já teriam fechado acordo para absolver o Senador Renan Calheiros . O povo saberá responder aos que votarem de forma leviana. Reconhecer ou não a quebra do decoro parlamentar são votos normais, desde que fundamentado com segurança e consistência. Razões fúteis serão consideradas como aceitação de favores do governo.

DO BLOG DO NOBLAT




Amei Renan loucamente, como jamais pensei. Amei com a alma, com tudo que há de mais puro no meu ser.

Carregava no ventre o resultado de meu amor (...) ele entrou em pânico (...) Eu não acreditava que o homem que eu chamava de "docinho", agia daquela forma.

Para me precaver, gravei algumas conversas que tivemos durante a gravidez.

Mônica Veloso lança, na próxima quarta, o livro "O Poder que Seduz", em que conta sua versão da história de amor com Renan Calheiros - e diz que "a beleza venceu a feiúra". A colunista Mônica Bergamo antecipou os principais trechos do livro.

* "Música, perfume e um certo torpor. Champanhe na mão, conversávamos e sorríamos após o jantar [na casa do senador Ney Suassuna]. Havíamos brindado por mais um ano, o intenso ano de 2002 (...) Cercado por jornalistas, o senador Eduardo Suplicy falava, empolgado, sobre o programa Renda Mínima e a indicação de Henrique Meirelles para a presidência do Banco Central. Mais um pouco, o próprio Meirelles chegou (...) O vento agitando as cortinas, o barulho de cristais e porcelanas como rumores longínquos vindos da sala. Era como se fôssemos as únicas pessoas no mundo."

* "No mundo pode haver milhões de rosas, mas para o Renan eu era uma rosa única, que ele tratava com devoção comovente. Fazia as mais belas declarações de amor, me ligava várias vezes durante a noite para contar seus passos, cantarolava "Eu Sei que Vou Te Amar" ao telefone (...) Não sei se um dia ele admitirá isso, mas sei do quanto ele gostou de mim."

* "Ele também fazia pequenas coisas para me agradar. No início da relação, por exemplo, estava meio gordinho, e por achar que perder peso seria importante para mim, o que não é, procurou um médico no Rio e começou a dieta da proteína. Em pouco tempo estava nove quilos mais magro."

* "Como qualquer casal apaixonado, tínhamos nossos códigos, nossos momentos e nossas músicas(...) Nossa música marcante foi a do filme "Lisbela e o Prisioneiro". Misturávamos as nossas vozes com a do Caetano e cantávamos, baixinho, olhando no fundo dos olhos do outro: "Agora, que faço eu da vida sem você? Você não me ensinou a te esquecer. Você só me ensinou a te querer, e te querendo eu vou tentando me encontrar...".

* "[No Dia dos Namorados] Lembro-me que usava um vestido rosa-clarinho, decotado nas costas, e um creme que dava um tom dourado à pele. Invenções de mulher que adora uma novidade, ainda mais quando está apaixonada e querendo agradar o homem amado. Ele elogiou o vestido e ficou impressionado com os brilhinhos do creme, que grudavam no paletó de terno risca de giz azul-marinho que ele estreava naquela noite."

* "Um de seus sonhos mais freqüentes era ir comigo para o Carnaval da Bahia. Não no camarote: queria ir no chão, no estilo sem lenço e sem documento. Totalmente largado."

* "[Num jantar com amigos] também relembrou ao presidente Sarney minha participação na campanha da Roseana. Por fim, alegre, brincava: "Porque alguém tem que trabalhar nessa família". Sim, não posso negar que eu sonhava construir uma família com o Renan. Ele me falava do sonho de ter uma menina (...) O Renan parecia ser o homem que eu sempre mereci."

* "[Em dezembro de 2003] descobri que estava grávida, carregava no ventre o resultado de meu amor com Renan."

* "Quando contei sobre a gravidez, ele entrou em pânico. Dizia ser impossível. Afinal, argumentou, não éramos mais crianças. Fiquei muito triste com a sua reação. Pela primeira vez, percebi que o amor era lindo, mas a política, para ele, era tudo."

* "O celular tocou (...) [era] Renan, bem humorado, me chamando de doutora Mônica (...) [disse] que me amava demais e que encontraríamos uma forma de administrar a novidade e a vinda de uma filha, sim, porque ele tinha certeza de que a menininha que tanto sonhou, enfim, estava a caminho."

* "Ele prometeu que depois da campanha do desarmamento se "organizaria", o que em bom português queria dizer que se separaria para ficarmos juntos"

* "Decidimos, então, que eu me mudaria para uma casa alugada no Lago Norte, e lá vivi como reclusa, preocupada em esconder minha gravidez."

* "[Uma colunista do "Jornal de Brasília", do Distrito Federal] deu uma nota dizendo que eu estava grávida e a criança era filha do senador Renan Calheiros (...) Pediram-me para redigir uma nota, de próprio punho, negando que o filho fosse do Renan. Escrevi, chorando (...) quando ficamos sozinhos, pela primeira vez vi o Renan chorar."

* "Então, para me precaver, apenas para o caso de ele se recusar a admitir a paternidade, gravei algumas conversas que tivemos durante a gravidez (...) Nunca usei os diálogos para nada, muito menos para fazer chantagem, como insinuaram."

* "Continuamos nos relacionando. Ainda havia amor entre mim e Renan, sim, mas o encanto tinha acabado. Desde o final de 2003 eu sabia que ele, ao contrário do que me dizia, mantinha uma relação conjugal estável (...)."

* "A maioria das mulheres que pensa em roupa íntima e sensual pensa no vermelho. Pois eu prefiro a lingerie preta, branca ou bege. Por outro lado, um belo jeans, com uma camiseta branca, dependendo do sutiã de rendas que estiver por baixo, é extremamente charmoso e eu diria até provocante"