O presidente do Timor Leste, José Ramos-Horta, acordou de um coma induzido dez dias depois de ser gravemente ferido em um ataque cometido por rebeldes.
Os médicos que tratam Ramos-Horta em um hospital em Darwin, no norte da Austrália, disseram que ele está se recuperando lentamente e que chegou a falar rapidamente com familiares.
Ramos-Horta tinha sido levado de avião ao hospital depois de ser alvejado a tiros pelos rebeldes em frente à sua casa em Díli, capital do Timor Leste, no dia 11 de fevereiro.
No mesmo ataque, o líder rebelde Alfredo Reinado foi morto na troca de tiros com força de segurança. Tropas australianas no Timor Leste estão à procura de seguidores de Reinado.
Os rebeldes também chegaram a atirar contra um carro que levava o primeiro-ministro, Xanana Gusmão, que escapou ileso.
Agentes do FBI chegaram ao Timor Leste para ajudar nas investigações.
Estado de emergência
Ramos-Horta, que levou tiros nas costas e no peito, foi submetido a uma série de operações no hospital australiano.
O Timor Leste se encontra sob estado de emergência desde os ataques, com tropas australianas e forças da ONU ajudando a manter a paz no país.
Pelo menos 17 mandados de prisão foram emitidos em conexão com os ataques, atribuídos ao grupo de ex-soldados liderado por Reinado.
O grupo protagonizou a onda de violência que varreu o país após a expulsão de 598 militares do Exército, em maio de 2006.
Na ocasião, pelo menos 37 pessoas foram mortas em várias semanas de combates e mais de 150 mil timorenses foram obrigados a deixar suas casas.
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