quinta-feira, 1 de maio de 2008

MOCAIBER VAI PRESTAR DEPOIMENTO


O prefeito Alexandre Mocaiber (PSB) vai ter que depor no processo sobre as obras emergenciais realizadas em Campos no início do ano passado que, segundo levantamento do Ministério Público Estadual (MPE), aprestam uma série de irregularidades como valores superfaturados, algumas foram pagas e não realizadas e outras, não poderiam ser classificadas como emergenciais. A ordem partiu do Procurador Geral do Estado, Marfan Vieira, publicada ontem no Diário Oficial. Mocaiber foi notificado ontem mesmo, à tarde, pelo MPE. Pessoas ligadas ao próprio prefeito confirmaram que ele foi notificado e que foi intimado a depor no dia sete próximo, às 12h30. O processo que apura irregularidades em seis obras emergenciais foi entregue na última segunda-feira ao procurador Marfan Vieira, pelo promotor Victor Queiroz, que há mais de seis meses vinha trabalhando no levantamento das provas. Além de Mocaiber, quem também irá prestar depoimento é o ex-procurador do município, Alex Pereira Campos, que encontra-se preso na Polinter desde o dia 11 de marco, quando foi realizada no município a Operação Telhado de Vidro. O Procurador Geral, delegou poderes ao promotor Victor Queiróz para que ouça Mocaiber em Campos e, possivelmente, delegará o mesmo poder para que ouça também Alex Pereira. Mesmo tendo o seu nome envolvido em uma série de escândalos, essa será a primeira vez que Alexandre Mocaiber irá depor no procedimento investigatório. A decisão do Procurador do Estado deve-se ao fato do nome do prefeito estar citado como tendo possível participação nas fraudes relacionadas a essas obras. Processo - O Procurador Geral do Estado, Marfan Vieira, conforme informações obtidas ontem através da assessoria, aguarda somente esses dois depoimentos para que possa apresentar denúncia ao Tribunal de Justiça (TJ). Ao todo, foram indiciadas pelo Ministério Público, 14 pessoas entre assessores de Mocaiber e empreiteiros que podem ter fraudado milhões dos cofres públicos com obras irregulares. A partir da denúncia, o Tribunal de Justiça do Estado decide se acata ou não. Se acatar, o prefeito Alexandre Mocaiber pode ser novamente afastado do cargo ou até preso, conforme entendimento dos desembargadores.

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