
A rede fluminense de varejo Casa & Vídeo pediu recuperação judicial para se proteger contra dívidas de pouco mais de R$ 300 milhões e cerca de 500 credores. A informação foi dada pelo advogado Fábio Carvalho, representante da consultoria Alvarez e Marçal, que cuida da reestruturação da empresa.
O presidente da Casa & Vídeo, Fernando Luzio, revelou que desde novembro a empresa demitiu cerca de 1,8 mil funcionários. Segundo o executivo, cerca de 500 foram dispensados devido a movimentos normais de redução de mão-de-obra depois das festas de fim do ano, Outros 1.296 saíram em decorrência da decisão da empresa de reduzir o número de lojas. Recentemente a Casa & Vídeo fechou oito unidades, consideradas deficitárias: sete no Rio de Janeiro e uma no Espírito Santo.
O advogado Flávio Galdino, do escritório Leoni Siqueira - que elaborou o pedido de recuperação judicial -, minimizou o risco de o processo criminal, que corre em segredo de justiça, interferir no plano de recuperação.
Segundo ele, "é remotíssima a hipótese de interferência do processo criminal na recuperação judicial" , disse Galdino. Entre as acusações contra os controladores da companhia estão evasão de divisas, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e descaminho (contrabando).
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