NOTA À IMPRENSA
O presidente do Senado Federal, José Sarney, contesta as insinuações publicadas na imprensa sobre as investigações determinadas para apurar denúncias de irregularidades em contratos de empréstimo consignado. O rigor determinado na condução do caso ficou, de início, evidenciado com as medidas anunciadas na semana passada, quais sejam: abertura de sindicância administrativa, abertura de sindicância pela Corregedoria do Senado, abertura de inquérito policial e suspensão das operações de empréstimo consignado pelo Banco Cruzeiro do Sul até que as apurações sejam concluídas.
O Senado Federal é jurisdição da Polícia do Senado, confirmada pela Súmula 397/64, do Supremo Tribunal Federal (“O poder de polícia da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, em caso de crime cometido nas suas dependências, compreende, consoante o regimento, a prisão em flagrante do acusado e a realização do inquérito”). Acórdão do Tribunal Regional Federal, de 2006, segue a mesma orientação: “...O Senado Federal tem atribuição constitucional para proceder investigação de crimes ocorridos em suas dependências, instaurando inquérito”.
Cabe ressaltar que o Ministério Público e a Polícia Federal têm autonomia institucional, não dependendo de iniciativa do presidente do Senado ou de quem quer que seja para atuar. Além disso, a Polícia Legislativa está sujeita à fiscalização do Ministério Público, conforme estabelece a Resolução 20 do Conselho Nacional do Ministério Público. Vale lembrar, ainda, que inquéritos só são encerrados pela Justiça, depois de ouvido o Ministério Público, que pode ainda pedir informações adicionais, caso não se satisfaça com o resultado do inquérito. Por fim, ouvir senadores é função exclusiva do Supremo Tribunal Federal.
O presidente José Sarney solicitou esta tarde ao Procurador Geral da República que designe um procurador para acompanhar as investigações.
Secretaria de Imprensa da Presidência do Senado
Outra coisa que causa espanto, é que nenhum senador pediu CPI. Situação e oposição na muda.
E à guisa de informação, no Senado, só se salvam uns 5 ou 6 senadores, entre eles, boto a mão no fogo pelo Senador Pedro Simon, mas não lhe perdoo a omissão em momentos graves.
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