
Todos os contratos feitos entre o Senado e 38 instituições bancárias que exploram o serviço de crédito consignado para servidores já estão sob investigação de técnicos da Casa. A determinação foi do primeiro-secretário, Heráclito Fortes (DEM-PI). Em entrevista à Agência Brasil, o senador minimizou as declarações do ex-diretor de Recursos Humanos, João Carlos Zoghbi, à revista Época. “Eu esperava entrevista pior. Na matéria ele traz apenas insinuações”, disse. “A mesa Diretora tem tomado, desde a primeira semana que assumiu, medidas [administrativas]. Inclusive reduzimos a margem de juro do empréstimo consignado para o teto de 1,67%. Acabou a gordura de toda essa farra”, completou.
À revista Época, Zoghbi e a esposa dele, Denise, disseram que o ex-diretor-geral, Agaciel Maia, seria sócio das empresas que prestam serviços ao Senado. As irregularidades estariam em contratos de diferentes setores, como comunicação social, transporte, segurança e taquigrafia. O casal Zoghbi também insinua, na reportagem, a participação de dois senadores que já comandaram a 1ª Secretaria da Casa: Romeu Tuma (PTB-SP) e Efraim Moraes (DEM-PB).
Heráclito Fortes reagiu contrariamente à declaração de alguns senadores de que vão cobrar, a partir da próxima semana, uma atitude mais efetiva da Mesa Diretora sobre as investigações. Parlamentares de diferentes partidos já se articulam para criar um movimento de pressão a fim de que órgãos externos como a Polícia Federal, o Ministério Público e o Tribunal de Contas da União entrem na investigação.
O SENADO VAI SANGRAR
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