
Os escândalos na Prefeitura de Campos parecem não ter fim: além do desvio de verbas do Programa Saúde da Família, do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil, de incentivos fiscais federais e de royalties de petróleo pagos pela Petrobras, na gestão do prefeito Alexandre Mocaiber (PSB), com fraudes em licitações, superfaturamento de shows e contratações irregulares de terceirizados - algo em torno de 20 mil contratados sem concurso público, tudo constatado na Operação Telhado de Vidro, existia na prefeitura um esquema de drenagem de recursos através de obras, que era patrocinado por quatro empreiteiras que se beneficiavam ilicitamente dos cofres públicos no município, cujo rombo pode chegar a R$ 40 milhões. Esses outros escândalos ainda não revelados de desvios de verbas no ralo da corrupção e do desperdício na prefeitura estão sendo investigados e deverão vir à tona nos próximos dias. Autoridades que apuram as denúncias teriam estranhado movimentação bancária com saques altíssimos e depositados em cheque na rede bancária, algumas horas depois, por empreiteiras com negócios na prefeitura.
Segundo o Coaf mapeou cada um das centenas de cheques da Prefeitura de Campos depositados nas contas das empreiteiras. Os valores dos cheques depositados pela prefeitura para as empreiteiras variavam entre R$ 300 mil e R$ 400 mil. Estima-se que o rombo com as operações suspeitas possa chegar a R$ 40 milhões. Tudo indica que os proprietários das empreiteiras eram também sócios do esquema de corrupção na prefeitura, como ocorria nas fraudes descobertas pela Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) através da Operação Telhado de Vidro. Nesta operação, a PF e o MPF descobriram que a filial da Cruz Vermelha em Nova Iguaçu e da Fundação José Pelúcio, controladas pelo empresário Ricardo Luiz Paranhos de Macedo Pimentel, foram beneficiadas com milionárias dispensas de licitação firmadas com o município, relativas à terceirização de pessoal, sem concurso público, admitindo cerca de 16 mil trabalhadores. Parte dos contratos era mantida com verba pública federal do Programa Saúde da Família (PSF) e também com verba oriunda de royalties de petróleo, pagas pela Petrobras.
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