
No Congresso, nos tempos de crise, quem quisesse saber a gravidade da situação era só prestar atenção no semblante de Ulysses Guimarães. Nascido em Rio Claro (SP), professor de Direito, foi ministro no breve governo do primeiro-ministro Tancredo Neves, anos 60. Deputado por onze mandatos, expressava em seu rosto a dificuldade de cada momento. Inicialmente, apoiou o Golpe de 1964, mas em seguida partiu para a oposição e transformou-se em seu grande líder.
Um dos fundadores do Movimento Democrático Brasileiro – depois PMDB – Ulysses sempre foi destaque do Parlamento. Enfrentou os cães da polícia da Bahia, ao lado do mineiro Tancredo e do alagoano Teotônio Villela. Presidiu a Assembléia Nacional que culminou com a promulgação da Constituição de 1988, comandou a cruzada pela anistia de brasileiros perseguidos pelo regime militar e liderou a campanha do Diretas-Já.
Costumava-se dizer que Ulysses Guimarães não tinha somente imagem, e sim efígie. A primeira foto foi feita em 1971, durante o governo do general Garrastazu Médici, marcado pela tortura e pelo desaparecimento de presos políticos. A segunda, 21 anos depois, em 1992, pouco antes de sua morte, aos 70 anos, em 12 de outubro, ao lado de sua mulher, dona Mora, e do casal Severo Gomes, em um misterioso acidente num helicóptero na baía de Angras dos Reis (RJ). Ambas são do repórter-fotográfico Orlando Brito.
Um dos fundadores do Movimento Democrático Brasileiro – depois PMDB – Ulysses sempre foi destaque do Parlamento. Enfrentou os cães da polícia da Bahia, ao lado do mineiro Tancredo e do alagoano Teotônio Villela. Presidiu a Assembléia Nacional que culminou com a promulgação da Constituição de 1988, comandou a cruzada pela anistia de brasileiros perseguidos pelo regime militar e liderou a campanha do Diretas-Já.
Costumava-se dizer que Ulysses Guimarães não tinha somente imagem, e sim efígie. A primeira foto foi feita em 1971, durante o governo do general Garrastazu Médici, marcado pela tortura e pelo desaparecimento de presos políticos. A segunda, 21 anos depois, em 1992, pouco antes de sua morte, aos 70 anos, em 12 de outubro, ao lado de sua mulher, dona Mora, e do casal Severo Gomes, em um misterioso acidente num helicóptero na baía de Angras dos Reis (RJ). Ambas são do repórter-fotográfico Orlando Brito.
- DA COLUNA DO CLÁUDIO HUMBERTO.
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